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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

E então ele a olhou. Não porque quis, não houve intenção. Mas durante aqueles segundos, ele pensou numa vida diferente. No que teria acontecido. Pensou em como ela sorria quando estava disfarçando, e como ela gargalhava, quando estava feliz. No seu jeito desajeitado de dizer uma verdade doída e em sua firmeza para ser indiferente. Se lembrou da primeira vez que a viu e da primeira vez que ela foi embora. Quis se deixar cair em seus braços. Quis respirar de alívio. Quis, por alguns instantes, ser seu. Os segundos do olhar acidental se acabaram. Eles seguiram seus caminhos. Mas em algum lugar de seu coração, ele soube que poderia tê-la amado.

Marina Borges de Carvalho

Um comentário:

  1. Muito legal esse texto. Eu adoro criar essas histórias quando vejo gente na rua. Pensar nas infinitas possibilidades que existem e no quanto pequenas decisões podem mudar o curso de tudo.

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