Se sentou na varanda. Olhou a noite. Aquela noite quente do Rio de Janeiro. A fumaça do cigarro concretizou a névoa que já estava em seu interior. Os pés descalços no chão de mármore frio. O chão. Bela ironia. Os minutos largos se passaram depressa. O cigarro viciante se acabou depressa. Seu único momento, se acabou depressa. Se levantou e entrou, no ar condicionado frio da sala. Mais uma vez, o frio. Mais uma vez.
Marina Borges de Carvalho
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
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